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quinta-feira, 17 de maio de 2012

Simpósio Internacional de História Pública


Ocorrerá entre os dias 16 e 20 de julho o I Simpósio Internacional de História Pública na Universidade de São Paulo. O evento custa 130,00 para quem quiser apresentar trabalhos.
Nos últimos anos a História era divulgada apenas em sala de aula na relação professor-aluno, enquanto os discentes aprendiam mais assistindo filmes, lendo gibis (no meu caso) ou conversando com os avôs. Após o estudo do conceito de cultura história percebemos que há várias maneiras desta ser difundida, através daquilo que chamamos de linguagens históricas. O cinema, a música, as história em quadrinhos, as calçadas, os bairros, tudo que transmite uma idéia de passado ou futuro são linguagens históricas.
Na era de comunicação de massa, os historiadores pouco fizeram  para a divulgação do conhecimento história, daí Eduardo Bueno e Laurentino Gomes, jornalistas, derepente venderem horrores de uma história irresponsável.
A linguagem histórica não deve ser apenas historiográfica, ela deve ultrapassar as barreiras da Academia e atingir o público seja através de documentários ou até mesmo deste simples blog.
Este evento é importante para historiadores e não historiadores trocarem idéias e divulgarem novas formas de expandir o mercado. Mais informações no site http://historiapublica.com/ .

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

João Pessoa x Campina Grande: as rivalidades entre cidades e a constituição de culturas históricas

É comum cidades construírem identidades em oposição a outras, principalmente cidades vizinhas. Na Paraíba isto acontece entre Araruna e Cacimba de Dentro, Solânea e Bananeiras, Cajazeiras e Souza, Serra Branca e São João do Cariri e principalmente entre João Pessoa e Campina Grande. Este fenômeno é comum e faz parte da cultura histórica de cada cidade. Mesmo sem fazer uma pesquisa, tenho uma opinião sobre estas culturas históricas.
João Pessoa (antiga Parahyba), foi a cidade que iniciou a colonização da Paraíba, apesar que o sertão foi conquistado com levas de exploradores que vieram de Pernambuco. Assim, desde 1585, a cidade onde o sol nasce primeiro foi sede política e sua história é repleto de fatos que marcaram a Paraíba e o Brasil como o Movimento de 1930. João Pessoa é capital política por direito. Imbecilidade é afirmar que isso ocorre devido ao fato desta ter praia!
Já Campina Grande é uma cidade estratégica na Paraíba. Sua Cultura História é progressista, (daí a ideia de grandeza). Sua localização é passagem para todos que viajam do litoral ao sertão. Diferente de João Pessoa, Campina surgiu devido a interesses judiciários e econômicos. O ouvidor Brederodes, ao permitir a instalação da Vila Nova da Rainha, além de ganhos próprios, teve como intenção levar a lei ao sertão. A partir do século XIX, com a cultura do algodão, ela  foi a capital econômica da Paraíba, mas que, nos últimos 50 anos perdeu as forças e hoje dividi estes status com João Pessoa.

Campina Grande e João Pessoa são cidades diferentes e só para lembrar o discurso de Ricardo Coutinho após a vitória no primeiro turno ano passado: "pela primeira vez João Pessoa e Campina Grande se uniram". União? Que união? Coloque um campinense e um pessoense numa mesa-redonda para discutir História da Paraíba, a discussão vai longe...


quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Historiadores x Jornalistas

No encerramento do Festival de História ocorrido em Diamantina -MG, teve uma mesa redonda que reuniu o jornalista Eduardo Bueno, o jornalista Lucas Figueiredo e o historiador Oldimar Pontes Cardoso da Usp. A posição de Bueno foi bem clara, este afirmou que não escreve para outros tipos de leitores que não são os acadêmicos. O mesmo salienta que sua escrita possui defeitos típicos tal como generalizações e simplificações, mas isto apenas para tornar a leitura agradável, também afirma que isto não é para um historiador fazer em seu trabalho. O seu principio é vender História. 


Mas vou arriscar um palpite, se descordarem, comentem!
   
Estamos num país onde a Educação é um faz de conta e muita gente quer apenas ler, quando o quer, leituras que os agradam, sem nenhuma preocupação com a erudição das obras. Assim, ler Bueno ou Laurentino Gomes é apenas um hábito prazeroso, e acho isto muito bom. O próprio Bueno incentiva aos leitores se aprofundarem nas leituras citadas na bibliografia, que são geralmente acadêmicas. Penso ser um bom começo para a proliferação da História a partir dos jornalistas. Assim, caso um dia nossa Educação seja de verdade, os leitores vão estar mais experientes e não vão mais se agradar com obras jornalisticas, eles lerão historiadores, mas bem, quando esta profissão for oficialidade, mas este já é outro assunto! 

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Meus dez filmes brasileiros prediletos!

10° - Os trapalhões na Serra Pelada
Este filme é mais velho do que eu, mas é uma aventura que marcou a minha infância. Ele está em 8° lugar em maior bilheteria no cinema brasileiro. Além das palhaçadas mostradas no filme, a imagem dum bucado de trabalhador sofrendo em busca de ouro me deixou pensando em desigualdades sociais. Assisti este filme na Sessão da Tarde quando tinha sete anos. Hoje eu o tenho em DVD.

9º - O homem que copiava

Assisti este filme em 2004, eu tinha 19 anos era muito liso, sem dinheiro mesmo (tá bom... tá bom... pouca coisa mudou) e esse filme me mostrou as barreiras que o dinheiro nos impõem. Me identifiquei muito com o personagem, totalmente humano, cheio de vícios e virtudes... Pena que Lázaro Ramos não é mais o mesmo de antes... A Globo o banalizou! O filme é de 2003 e eu não o tenho em DVD.

8° - Bruna Surfistinha
Já sei! Vão me dizer que este filme é uma bosta e que eu gosto dele por causa da apelação sexual (se fosse eu teria colocado o filme porno "Aventuras sexuais de Bruna Surfistinha). Mas não é bem assim, eu fui ao cinema aqui perto de casa porque não tinha nada pra fazer, assisti este filme e, quando voltei passei o tempo todo pensando nele. Muito bem bolado o drama do filme... Este filme foi furado e distribuído piratamente sem a versão final. 

7° - Desmundo

Assisti este filme em 2008 na disciplina de História da Paraíba I, com a professora Serioja... Bom nada neste filme se passa na Paraíba. O português arcaico e a estrutura senhorial nela descrita fez eu gostar do tema que estou estudando no mestrado: família extensa.  Parece outro mundo... Mas é desmundo hehehehe... Este filme é de 2003 e eu o tenho em DVD.

6° Separações
Difícil acreditar, mas assisti este filme um dia depois que me separei, ele passou no Canal Brasil, comecei a assistir sem querer e me amarrei no drama. Cabral, personagem do filme me fez gostar de mim mesmo... Percebi que não adianta ter raiva daqueles que nos fazem mal... O interessante é que o filme não tem nenhuma ESTRELA, a atuação dos atores e atrizes foram sensacionais. Até hoje estou procurando este filme em DVD.

5° - Guerra de Canudos

Assisti Guerra de Canudos inicialmente como mini série da Globo em 1997. tinha 12 anos. Este filme também contribuiu para que eu gostasse de História. Além disse conheci Cláudia Abreu, pra mim, a atriz mais bonita que existe... Os sertanejos, a resistência e o macabro Antonio Conselheiro foram fatos marcantes neste filme. Assisto ele pelo menos uma vez por ano. Eu o tenho em DVD.

4° - Abril Despedaçado
Brigas de famílias no sertão da Bahia... Precisa de explicação? A cultura, a seca, a criança, a vingança são elementos que fazem deste filme que explicam o contexto histórico da primeira República. Enquanto o relógio conta "mais um, mais um, mais um", para Tonho era "menos um, menos um, menos um". Quando falta criatividade para dissertação assisto este filme e o gosto volta. Está emprestado... Infelizmente.

3° - Tropa de Elite 2
Um dos filmes mais inteligentes que assisti. Tirando a vez que assisti no cinema, acho que já foi umas 5 vezes neste ano. Ela desvenda mais do que no primeiro filme as deficiências do Estado, assim como as relações de poder. O inimigo que aparece no final do filme é o Congresso Nacional. Penso que este filme contribuiu para uma maior consciência política por parte dos brasileiros.  

2º - Parahyba Mulher Macho

Tudo bem que pegaram pesado com Anayde Beiriz. O filme foi produzido em 1983, mas eu assisti apenas no ano passado. A trama se configura com o movimento de 1930 que colocou fim ao Estado Novo. A história em sim com personagens como João Pessoa, João Dantas e Zé Pereira merece todos os elogios. Além disto, o filme é a unica coisa produzida (apesar da banalização) sobre a importância da Paraíba no movimento de 30. Não o tenho em DVD.

1° - O Auto da Compadecida
Meu filme brasileiro predileto. Não é pelo fato de ter sido gravado no Cariri Paraibano, mas é que, só em escutar o som da gaita, já fico animado. Além disto, os elementos que o filme nos trás do sertão nordestino, os contos de Chicó, as prezepadas de João Grilo, a seca e a fome, a religiosidade, o cangaço... Assisto quase todo mês este filme. Trata-se de uma adaptação da obra de Ariano Suassuna. O filme é do ano 2000 e eu o tenho em DVD.
Meus próximos "10" será sobre cantor ou grupo musical brasileiro. 

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