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sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Direitos Humanos: metas de uma exposição

Resolvi trabalhar como tema central em minhas aulas de História neste ano de 2013 a questão dos Direitos Humanos. Busquei fugir propriamente da historicidade do conceito. Foquei na questão das diferenças e de como os direitos humanos pode contribuir para amenizar o preconceito em nossa sociedade. Assim alguns temas foram escolhidos a dedo, sabendo que vários outros podiam entrar no projeto. Trabalhei com homofobia, racismo, violência contra as mulheres e bullying. Esta foi minha principal meta. Na semana cultural da Escola Estadual Pedro Targino em Cacimba de Dentro tive a ajuda de vários alunos que contribuíram para que o projeto fosse efetivado.  Não quis propriamente enfeitar uma sala e expor o projeto preocupado mais com a estética. A mensagem é mais importante do que qualquer visualização estética. De antemão, a mensagem foi bem passada e o projeto recebeu quase 2.000 visitas.



Atualmente o projeto está em exposição na Escola Estadual Presidente Costa e Silva em João Pessoa. Para que post não fique com um texto longo. Nos próximos dias descreverei os passos do projeto e uma crítica a exposição sobre Direitos Humanos que ocorreu na Escola Senador Humberto Lucena em Cacimba de Dentro.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Crítica e descrédito: Ciências Humanas e a longa distância da Sociedade




Há um distanciamento muito grande entre o pessoal de humanas e a sociedade, por incrível que pareça, a maioria do pessoal de humanas quer continuar na Universidade, no universo acadêmico e esquece seu papel utilitário, e quando uma coisa deixa de ser útil, perde validade, fica sem valor que nem as Ciências Humanas. Além disso há o menosprezo pelo saber que transforma a maioria dos formados em Ciências Humanas em analfabeto político a partir de cursos aligeirados onde sempre prevalece o “jeitinho brasileiro”. Mas a utilidade e a valorização das Ciências Humanas esta estampado na sociedade, é só observar as mazelas de nosso país e o número de analfabetos políticos que não refletem e nem se engajam, que como mesmo eu disse, desfilam nos pátios do pequeno universo das universidades onde produz um conhecimento medíocre para seus pares sem valor nenhum para a sociedade. Tem tanto tema e grupos de estudos por aí que pode ser comparado com a história da vinda do ET na cidade de Coxixola em 1819 enquanto somos enganados constantemente por viver em mundo de fantasia chamado Once upon a time.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Grandes produções e pequenas contribuições


O Universo acadêmico da Historiografia esta se distanciando da sociedade, grandes produções historiográficas nem se quer chegam nas portas das escolas e muito menos nas estantes dos professores. O consumo do saber historiográfico está nas mãos dos jornalistas, daí livros como 1808 e Guia politicamente incorreto da História do Brasil vender tanto, tendo como professores da educação básica como maiores leitores. Trata-se de uma historiografia sensacionalista, exagerada nas afirmações e irresponsável. Mas é o que está no auge referente ao saber histórico.
Enquanto isto na academia, o governo cobra maior produção dos professores, produzir, produzir, produzir. Sobrecarregados, os professores produzem e reproduzem trabalhos distantes da sociedade e dos problemas sociais. Para alguns a academia não resolve nada mesmo e os problemas sociais que se danem, pois estes são "naturais", derivado das relações de poder, "não tem jeito mesmo, vamos ganhar nosso dinheiro e ir pra casa". Assim, enquanto o Nordeste passa por mais uma seca e as obras do Rio São Francisco são propagandeadas num mar de ilusões, alguns historiadores preferem destacar a lindeza do sertão e a riqueza da convivência social pacífica entre os "flageladores" e seus pares. 
A sociedade precisa passar por um pathos, mostrar o não dito, analisar as contradições e trazer a partir da memória porque é o que é!!! Por que fulano de tal está no poder? O que é feito com o dinheiro dos impostos? Para que serve a educação? Por que estrutura tal não muda? 
Vejo que a coisa está feia para a produção acadêmica, ninguém quer saber o que é produzido além dos próprios colegas da universidade, e olhe que são pouquíssimos que até mesmo na universidade querem saber. Muitos professores que falam chiando para demonstrar estar num português correto sabem muito de pouco  e se enclausuram na própria universidade seguidos por estudantes que se acreditam no mesmo poder simbólico vivido pelos professores.
Professores que mal sabem o que é uma sala de aula do sexto ano, que não vive a realidade da sociedade, produzem muito e contribui pouco. Os bons, quando pressionados, deixam de produzir muito para produzir pouco, mas com qualidade e consequentemente com menos benefícios. 
Espero que os novos temas tragos pela historiografia contribuam para uma maior aproximação entre a academia e a sociedade, porque caso isto não aconteça, os jornalistas que não encontram empregos em suas áreas vão dar aula de história. 

sábado, 15 de outubro de 2011

Filme do dia: "Dia dos Professores" macabro!!!

Acordo de 6:00 e me preparo para dar aula. Vou sempre com aquela vontade iluminista de levar conhecimento aos meus alunos. Quando chego na escola, a maioria deles vem falar comigo, uns para criticar o Corinthians e outros o meu óculos escuro, mas com enorme carinho eles fazem questão de apertar minha mão ou dão aquele abraço de reconhecimento. Na sala de aula, viajamos para o passado, alguns ficam até com os olhinhos bem abertos, outros ficam estrebuchados sem saber o que estão fazendo ali, sabem nem o que é escola. Até aqui a realidade parece ser mediana.


Mas por trás não podemos nem ficar doentes, porque somos preguiçosos. Não podemos avaliar a vontade nossos alunos, porque somos carrascos. Não podemos punir nada, porque somos intolerantes. Não podemos reclamar do salário, porque é irresponsabilidade do Estado pagar o piso. Não podemos entrar em greve, porque milhares de alunos vão ficar sem aula. Não sabemos nada sobre didática, porque devemos respeitar a hierarquia, pois só os coordenadores e diretores sabem ensinar. Não podemos falar de política, desigualdades sociais e nem religião, senão fere a moral dos pais dos alunos. Não podemos passar um conteúdo próprio, porque tudo tem que estar no livro didático. Não podemos reprovar, porque a incompetência é nossa. Ou seja, penso em vários momentos que ser professor é ser nada. Porque nada podemos fazer e se fizermos seremos punidos. ERA UM DIA PARA COMEMORAR, MAS SINTO MUITO, HOJE PRA MIM É UM DIA DE MUITA ANGÚSTIA. E a sociedade ainda tem a cara de pau de vir falar na minha cara: ESCOLHEU ESSA PROFISSÃO POR QUIS, AGORA AGUENTE.  

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Estudantes, uni-vos!!!

É um absurdo, como professor vi que deveria receber mais do que recebo, bem mais, o dinheiro vem, mas são os gestores que atrapalham na distribuição do dinheiro, e não é pouco dinheiro que vem não. A partir desta realidade, amanhã haverá uma marcha de 20 mil estudantes ao Congresso Nacional para protestar contra a falta de vontade do Governo Federal em investimentos na Educação. A principal causa é a exigência do uso de 10% do PIB na causa. Mas na minha opinião, cobrar apenas investimentos não basta, deve-se cobrar fiscalização da distribuição do dinheiro. O salário dos professores deveria ser pago diretamente do Governo Federal, tirando a responsabilidade de maus gestores que tão nem aí para Educação, pois sabem que um povo esclarecido, crítico não cairia tão fácil nas artimanhas políticas de verdadeiros "donos do poder". Confesso que estou desesperançado!!! 


domingo, 28 de agosto de 2011

Os melhores livros de História do PNLD 2012

O resultado final da escolha do livro didático de história a ser financiado pelo governo federal em 2012 ainda não saiu. Mas ouso dar uns palpites - que nada influenciara, pois a escolha já foi feita - nos livros que mais me agradaram.


Avaliei os livros de acordo com a linguagem, as imagens, a divisão e a relevância dos conteúdos e os recursos pedagógicos. Três me chamaram a atenção:


O primeiro foi História Geral e do Brasil de José Geraldo Vinci de Moraes. 

Diferente de Gilberto Coltrin  (que vende pela mesma editora: Saraiva) o livro não enrola, ele vai direto ao ponto, objetivo. Problematiza a história numa linguagem simples, a nível de alunos do ensino médio. A estrutura do texto não é massante. O livro encontra-se em sua primeira edição.

O segundo é  História: das Cavernas ao Terceiro Milênio de Patrícia Ramos Braick e Myriam Becho Mota. É um livro básico, bem fechado, uma de suas qualidades é a liberdade que dão aos professores, com bons textos nos manuais e que vem a tona boas discussões. Peca apenas na pobreza de imagens.
Por último gostei do livro Por Dentro da História de Pedro Santiago, Célia Cerqueira e Maria Aparecida Pontes. O texto em si, a primeira vista parece pobre, tipo narrativa linear. Mas quando vamos para as atividades complementares e quadros a parte do texto, são realmente interessantíssimos para os alunos adquirirem o que minha prestimosa colega Carlinha pesquisa: a consciência histórica. Ela merece uma postagem só sobre o seu trabalho. Pois Livro Didático é de extrema valia para quem realmente quer ser historiador/ professor de história.


quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Carestia dos livros: professor ganha pouco porra!

Como posso pagar 44, 37 (preço mais baixo de acordo com o site BuscaPé) para adquirir o livro Futuro Passado do Koselleck? Como posso pagar 55, 93 para comprar Casa Grande e Senzala, clássico de Gilberto Freyre? Como posso pagar 52, 73 para possuir o livro Palavras Chave de Raymond Willians? Isso ganhando o piso nacional de 980,00 (o mínimo que se pode pagar). É um absurdo, ainda mas, sem bolsa de mestrado, pois professores que são "ricos" não podem receber bolsas (isso apenas de acordo com alguns, segundo o presidente da Capes pode!). Fala-se de educação, mas ninguém esta preocupado com a  formação do professor, ele que se vire, e o que me deixa irado é que em algumas escolas, os professores ainda tem que dar do seu dinheiro para investir na instituição, pois estas não possuem recursos suficientes para uma boa educação. A revolta é grande, mas vamos ficar apenas nos livros... Professor não deveria pagar impostos ao comprar um livro, para dizer a verdade, ele deveria recebe-los de graça do governo, pois assim, daria um retorno  qualitativo para a população. Pelo amor do deus metal, vamos pensar um pouquinho e lutar por livros mais baratos!

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