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quarta-feira, 28 de agosto de 2013

A Idade de Ouro ou a busca da felicidade de Minois



Uma das perguntas mais frequentes em aulas de psicologia ou filosofia é o que procura o homem? Todos pensam e refletem, mas nada sai da cabeça. O professor então com um sorrisinho maroto responde: "a felicidade", "todos nós queremos ser feliz". Mas o que é a FELICIDADE? O conceito é um dos temas mais frequentes da filosofia, dos escritos de Heráclito até os pós-modernos, alguém sempre quis afirmar o que é a felicidade. Penso que nunca iremos chegar a uma resposta, pois o conceito de felicidade (assim como todos os outros conceitos) mudam com o tempo. Então prefiro trabalhar o tema de forma mais histórica do que filosófica. É o que faz de maneira esplêndida o historiador francês Georges Minois no livro A Idade de Ouro: história da busca da felicidade.  A partir do Mito da Idade de Ouro de Hesíodo até a felicidade do gene, Minois descreve a busca da humanidade para alcançar a felicidade.   
O livro possui uma leitura agradável com a exposição de vários documentos sobre o conceito de felicidade escritas por filósofos e pensadores políticos.

 É uma leitura importante para quem estuda a formação da modernidade a partir dos ideais burgueses. Já que uma das motivações dos revolucionários franceses foi fazer uma sociedade acima de tudo feliz. Em alguns trechos fica claro a desistência dos humanos de procurar a felicidade, ou seja, nem todo momento ela foi positiva. 
Apesar da desistência de alguns, a felicidade sempre vai existir em algum canto, se não for na Idade de Ouro pode ser no futuro ou na vida após a morte, mas sempre a humanidade vai procurar a felicidade em algum canto, nem que seja na inexistência. A História da busca da felicidade mostra acima de tudo a fluidez desta mesma felicidade que tanto buscamos. Recomendo a todos esta obra. 
Georges Minois (1946-   )


sábado, 9 de fevereiro de 2013

Da Carnis levale a outros espaços sociais: imagens de carnavais antigos

Carnis levale é o termo grego que originou a palavra carnaval que significa retirar a carne da mesa. A festa é ligada ao dia que antecede a Quaresma. A festa em si existe desde a antiguidade, da Babilônia a Roma e seguiu traços particulares no cristianismo. Em geral, a festa esta ligada a troca de posições de classes sociais e a liberdade de "pecados" antes da abstinência da Quaresma. 

"Três bufões do Carnaval", 1642

Foliões, Williem Cornelisz Duyster, 1620



"O Carnaval com figuras mascaradas"  de PierreBergaigne (1652-1708)


Eugène-Charles-François Guérard (1821-1866)
Le bal de l’opéra

Francisco de Goya (1746-1828)
The Burial of the Sardine

Mose Bianchi (1840-1904)
Carnevale a Venezia (Invito alla danza)

Adrien Moreau (1843-1906)
The Carnival Procession

Pieter Bruegel the Elder (1530–1569)
Der Kampf zwischen Karneval und Fasten

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