Mostrando postagens com marcador Sociologia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Sociologia. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 12 de julho de 2012

A "cordialidade" do município de Araruna



A "cordialidade" trabalhada pelo historiador Sérgio Buarque de Holanda demonstra que está inserido em nossa cultura política, o caráter patrimonialista dos bens públicos, fato negativo da política no Brasil.Caso comum deste tipo de política encontra-se no município de Araruna onde a prefeitura "monopoliza" - a partir da cultura política construída historicamente - as instituições públicas às representando de forma privada. 
Há neste município a predominância de uma mesma família no poder que sobrevive desde o período da República Velha, trata-se da família Targino que por um breve período durante o Estado Novo não esteve no poder naquele município. O nome "Maranhão" passou a ser capital simbólico a partir da liderança de Benjamim Maranhão na década de 1950, personagem que se casou com uma Targino.
Partindo da ideia de poder simbólico, a população juntamente com a classe política dirigente acredita no "jogo" da política familiar. O nome da família, os bens, os prédios públicos - Escola Estadual Benjamim Maranhão, Ginásio O Maranhão, etc - nomeados em homenagens a parentes contribuem para a perpetuação do poder no seio familiar.
Isto passa a ser negativo para democracia, pois um dos supostos de um governo democrático é a alternância do poder e não a continuidade de uma mesma família na direção de um município.O forte da família é a “cordialidade”, pois o público é utilizado em benefício do privado, por exemplo: a distribuição de cargos administrativos, os benefícios dos serviços hospitalares - pois mesmo não sendo governador, a fotografia de Zé Maranhão continua na entrada do hospital -, e a utilização de transportes. Para parcela da população, estes serviços são provas da caridade da prefeitura e especificamente da prefeita.
Assim, as paixões ganham vida, e no lugar que deveria habitar a racionalidade, encontramos a irracionalidade.Quando o público passa a ser público, a sociedade que se beneficia do Estado, critica o governo. O Concurso Público realizado neste município foi inadmissível na conjuntura da cultura política local para determinada parcela da população que não conseguiu se beneficiar das promessas eleitorais de empregos. A família deixou de dar emprego, cada um teve que conquistar com esforço próprio. O mesmo se pode dizer referente as reclamações para com o Governo do Estado da Paraíba. 
O empreguismo era uma das forças de manipulação dos governantes. Mas na verdade, o Estado deve beneficiar a todos de forma igualitária independente de ser gato, cachorro, sapo ou jacaré. Para isto, quanto mais Concurso, melhor!Araruna necessita que sua população pense racionalmente e que discuta os projetos de cada candidato e não transformar a eleições numa partida de futebol com cores, músicas e slogans. É de debate que a população precisa, não de acusações, para que assim o governo atual seja avaliado de acordo com a proposta dos outros candidatos. A política é convivência social e não monopólio de uma família. 
Os Targino Maranhão não são os únicos candidatos, eles não são salvadores, as instituições públicas não pertencem a eles, pois estes são apenas representantes políticos e devem ser pensados como tal. Chega de "cordialidade"! O importante é cuidar do bem comum a todos e buscar um futuro melhor para o município!


sábado, 28 de maio de 2011

O São João de Araruna: Um estudo de caso sociológico!

O São João de Araruna neste ano traz em sua programação uma considerável respeitabilidade pelo forró verdadeiro, em vez do forró de "plástico" (tipo forró da Xeta). A abertura será com Sirano e Sirino e o encerramento com Os Nonatos (mulheres maiores de 16, quem quiser ficar comigo na festa, deixe um comentário).

O São João de Araruna possui suas particularidades. Se identifica como São João da Serra (o verdadeiro). Sentimos realmente um São João tradicional pela ornamentação e pelas comidas típicas.

 Como todo São João, possui suas disparidades sociais, na arquibancada encontra-se os membros da família Targino Maranhão e seus amigos (a elite). No piso um monte de alienados que se acham elites. E além do piso, os catadores de latinhas, que passam despercebidos por todos e que infelizmente não possui condições de lazer, já que estão marginalizados pela sociedade (daí ninguém vê-los).


Durante a semana as mulheres gastam de 150,00 à 200,00 reais para comprar uma roupa por dia de festa (que no outro dia ninguém vai se lembrar, do mais, na outra semana não dá pra usar a mesma roupa no São Pedro de Belém, pois são as mesmas pessoas do São João de Araruna que a freqüentam). De 70,00 à 100,00 para ajeitar os cabelos (de vez em quando cai uma chuvinha), e uns 30,00 para arrumar as unhas. Vai embora todo o salário mínimo recebido no mês de maio. Na festa, não sobra dinheiro para beber, logo é essa a função dos homens, pagar a bebida das mulheres. Estes, pobres coitados, possuem mais gel do que cabelo na cabeça, colocam uma roupinha de 50,00 e acham que estão arrasando, "enganando"  as mulheres para poder fazer relações sexuais no terceiro dia de festa (no primeiro dia beija, no segundo passa a mão e no terceiro...). Enquanto na verdade são as mulheres que os estão enganado para poder ingerir bebidas alcoólicas (elas são as que mais bebem). 10% das mulheres se entregam no terceiro dia e 90% dos homens perdem seu dinheiro. O verbo mais utilizado no terceiro dia de festa é fugir: "fulana fugiu com sicrana". Quem não conhece alguém que fugiu no terceiro dia de festa? (Lembrando que a festa é santa, em homenagem a São João)


Na minha opinião, o São João de Araruna só perde para o Cafuçu de João Pessoa. Aproveitem a festa!!!!!!!!!!!    
 Slogan da Festa
 O melhor da festa: o forró pé de serra
 Em homenagem ao São João de Araruna, estes jogadores resolveram dançar forró em pleno jogo!

A sociedade!

segunda-feira, 4 de abril de 2011

O que na verdade a sociedade quer de nós?

Eles querem que sigamos seus ideais, seus paradigmas, mas a própria sociedade em si não segue o prega. Ela sabe muito bem apontar o dedo e inventar padrões de vivências, caso você não seguir seus padrões, você acaba sendo excluído desta farsa. A felicidade só é conquistada quando quebramos os paradigmas desta sociedade nojenta.

Eles sofrem o que discriminam para os outros, se escondem numa farsa. E nós vitimas do acaso da natureza somos escravizados por estes monstros... Uma merda!!!!!!!!!!

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...