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sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Direitos Humanos: metas de uma exposição

Resolvi trabalhar como tema central em minhas aulas de História neste ano de 2013 a questão dos Direitos Humanos. Busquei fugir propriamente da historicidade do conceito. Foquei na questão das diferenças e de como os direitos humanos pode contribuir para amenizar o preconceito em nossa sociedade. Assim alguns temas foram escolhidos a dedo, sabendo que vários outros podiam entrar no projeto. Trabalhei com homofobia, racismo, violência contra as mulheres e bullying. Esta foi minha principal meta. Na semana cultural da Escola Estadual Pedro Targino em Cacimba de Dentro tive a ajuda de vários alunos que contribuíram para que o projeto fosse efetivado.  Não quis propriamente enfeitar uma sala e expor o projeto preocupado mais com a estética. A mensagem é mais importante do que qualquer visualização estética. De antemão, a mensagem foi bem passada e o projeto recebeu quase 2.000 visitas.



Atualmente o projeto está em exposição na Escola Estadual Presidente Costa e Silva em João Pessoa. Para que post não fique com um texto longo. Nos próximos dias descreverei os passos do projeto e uma crítica a exposição sobre Direitos Humanos que ocorreu na Escola Senador Humberto Lucena em Cacimba de Dentro.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

História Local e Política em sala de aula



De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN´s) a história local aparece como tema a ser ensinado nas séries iniciais do Ensino Fundamental. A família, o bairro, a cidade e suas instituições são temas de relevo definidos pelos PCN´s. Embora seja relevante para o Fundamental I, a história local detém grande utilidade no Ensino Fundamental II e no Ensino Médio. As experiências cultural, social, política e econômica carregam complexidades que não são digeridas pelos alunos do Fundamental I, fato que inverte o tema em relação da capacidade cognitiva dos alunos. 
Atualmente muitos professores sofrem porque os alunos do Fundamental II e Médio não se interessam pelo conteúdo transmitido pelos professores. Eles não conseguem compreender a utilidade de temas macros em suas vidas, estudam "um mundo de fantasia" fora do cotidiano. Um Europa com um mapa "feio" e sociedades exóticas como Egito e Roma podem ter a mesma relevância que outras sociedades fictícias como A Terra Média e Westeros. São temas que fogem da realidade dos alunos, assim o professor passa a ser um alienígena em sala de aula. Logo nos perguntamos: "qual o universo mais prático de um aluno"? O mundo em que ele vive a começar pelo Local! Aquele do qual ele se locomove apesar da diminuição de distâncias do mundo globalizado e digital. Assim, não negando a importância da História Global, a História Local é uma ferramenta importante para fazer que nossos alunos pensem historicamente, tarefa de incrível complexidade para o Fundamental I.

A Política estampada nos livros didáticos ainda está presa à perspectiva historiográfica positivista de homenagear a Nação e seus heróis. A política se limita ao que esta acontecendo no âmbito nacional. Exemplo: Independência, Regência, República Velha, Revolução de 30, Populismo, Ditadura Militar e Redemocratização, fatos que unem macros períodos políticos da História do Brasil. O aluno não se aquilo influenciou/influencia no seu cotidiano, se na cidade ou na região campesina tais fatos pesaram na mudança de experiencias de seus "iguais". O local fica despregado da História, a história que ele estuda é do Recife, do Rio de Janeiro e de São Paulo. E a sua história? Quem representou sua região durante a República Velha? Qual a relação da sociedade local com a centralização política?  Seu local participou da Revolução de 1817? As respostas são desafios que cabem aos professores de História responderem a seus alunos e chama-los para o debate político local, para assim, perceberem que são sujeitos de ação e definir suas estratégias de mudanças e permanências. São muitos os desafios para esta missão a começar pela confecção do material didático, tema que trabalharei em outro post. 





quarta-feira, 14 de março de 2012

Deus e Hominídeos no Reino dos 6° anos

É cansativo falar de criacionismo em sala de aula, por uma questão ética, História não é religião. A dita "Pré-História" - que não rima com "Pré-Conceito" - é um dos assuntos mais instigantes para quem leciona para turmas do 6° Ano do Ensino Fundamental, principalmente quando nos propormos a falar da origem de nosso planeta e dos seres humanos. Nesta idade que os pequeninos começam a fazer perguntas básicas como "quem somos?"  e "de onde viemos". 
Como História é uma área do conhecimento que proporciona as pessoas ser sujeitos ativos, nada mais importante do que ensiná-los como as teorias do conhecimento empírico entende a origem do homem e do universo. Em toda a aula não foi citado o nome de Deus em nenhum minuto e quando alguns alunos perguntavam sobre sua participação na criação do Universo, apenas respondia: não temos provas concretas da existência de Deus. Um ou outro aluno evangélico ou católico pergunta: e o céu, o sol, as aves, o vento? Respondemos como professor de História que interdisciplina com Ciências: foram criados num processo que durou milhares de anos durante um processo evolutivo da formação do Universo e das espécies. Não queremos comprometer a educação dos pais, mas como as escolas brasileiras são instituições laicas, necessitamos levar o ensino a sério. Daí ser uma questão ética explicar a existência de nossos primos extintos.
Outra colaboração que o tema tráz, é referente a preservação da natureza, como nós, sapiens sapiens em tão pouco tempo de estadia no planeta, estamos destruindo a Terra, e olhe que Deus, caso ele exista cientificamente, neste caso, ele nos esqueceu. 
As dificuldades que enfrentamos para chegar no patamar de conforto atual não é discutida pelo criacionismo, como o fato de nos alimentarmos de carniça, e juntamente, o fato da proteína da carniça ter nos ajudado a aumentar nossa inteligência.
É uma boa história a ser contado e os discentes precisam escutá-la. Mas para isto, o professor de História realmente deve ser profissional. Em terra onde Deus e Hominídeos não se encontram, quem é professor é Rei!


quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Evento sobre Cultura Histórica na UFPB



Entre os dias 26 e 28 de setembro de 20011 sera realizado no CCHLA-UFPB o III Seminário de História e Cultura Histórica com o tema "Cultura Histórica e Ensino de História". A meta do encontro, no meu ver, é analisar o conceito de cultura histórica e sua atribuição para o Ensino de História. Na abertura, teremos uma conferencia com o prof° José Carlos Reis, historiador da UFMG, mais conhecido pelo seu livro História e Teoria.
As mesas redondas terão como tema Educação Patrimonial, Ensino de História e Livro Didático. Todas as mesas trazem temas importantíssimos para professores de História. O que na minha opinião é proveitoso para o diálogo academia/escola.

O encerramento será com Maria Auxiliadora Schmidt da UFPR. Schmidt. Entre seus livros destaca-se Jorn Husen e o Ensino de História   e Ensinar História que foi distribuído para as escolas públicas pelo PNBE. Espero que seja o melhor evento das três edições.  
Qualquer informação ver site http://www.cchla.ufpb.br/ppgh/seminario2011/

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Nem só de Egito e Mesopotâmia se estuda sociedades hidráulicas.

Alguns assuntos interessantes a gente mal vê nos cursos de graduação de História e só aprende anos depois de terminar o curso. Foi o que aconteceu comigo este ano. Abusado de só falar da Mesopotâmia e do Egito, resolvi estudar sociedades hidráulicas pouco estudadas nos livros de História. Destacam-se três: O Reino de Kush e o Reino de Axum na África, ao sul do Nilo; a China Imperial das dinastias Shang, Chou  e Hin; e a incrível sociedade harapense do Vale do Rio Indo, localizado no atual Paquistão.  
Harapa: cidade comercial do Vale do Indo

Diversificar o assunto é importante para perceber que o controle da natureza (principalmente dos rios) justamente com a necessidade da convivência política entre os povos. Os alunos devem perceber que apesar da gestação da sociedade ocidental se encontrar nos mesopotâmicos e nos egípcios, outros povos também lutaram para viver e sobreviver na terra a partir de complexidades diferentes. E podem ter certeza, os alunos vão adorar.

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